Quase 90% dos consumidores brasileiros preferem empresas com ações sustentáveis – Microexato

Quase 90% dos consumidores brasileiros preferem empresas com ações sustentáveis

Quase 90% dos consumidores brasileiros preferem empresas com ações sustentáveis

 

Estudo realizado pela agência de pesquisa norte-americana Union + Webster indica que 87% dos consumidores brasileiros optam por comprar em empresas que tenham ações efetivas rumo à sustentabilidade.

 

 

 

Mudança de figura: os principais consumidores brasileiros

O debate sobre responsabilidade socioambiental ganhou o mundo, e já não era sem tempo: a emissão de gases poluentes, por exemplo, aumentou vertiginosamente nos últimos 50 anos (confira os gráficos de emissão aqui). Com a implementação de protocolos para reduzir a emissão de gases poluentes, como o Protocolo de Montreal, tratados e acordos internacionais (tais como ISO 14067), objetivando diminuir os danos causados ao planeta Terra e proporcionar transparência por parte das indústrias, e a popularização de conceitos como pegada de carbono e pegada ambiental, a responsabilidade das companhias e empresários para com a sustentabilidade também ganhou corpo e forma. 

 

A pesquisa da agência Union + Webster (na íntegra, em inglês) não indica apenas que uma expressiva maioria (87%) dos consumidores brasileiros escolhem comprar em empresas com práticas reconhecidamente sustentáveis. Mas também que 70% deles não se importam com pequenos custos adicionais para isso: de 5 a 10%. Na prática, isso faz com que as ações em prol do meio-ambiente saiam do discurso e se tornem aliadas importantes para a manutenção dos clientes e investidores – agora, não cumprir as regras internacionais está doendo no bolso

 

O mercado de consumidores brasileiro, e ao redor do mundo, evoluiu: está mais crítico e possui mais conhecimento. Mais do que qualidade dos produtos, todo o sistema produtivo precisa ser coerente, limpo e evitar o máximo de danos à natureza. A preocupação com as mudanças climáticas e com os recursos limitados da Terra está caminhando a passos largos para se tornar uma diretriz indispensável, se já não é, no novo padrão de consumo.

 

Novas gerações, novas ideias

O estudo também apontou que 24% dos consumidores brasileiros são os nascidos entre 1999 e 2019 – chamada geração Z. Se tornam, portanto, o segundo maior grupo de consumo no Brasil atualmente, perdendo apenas para os nascidos entre 1981 e 1998, os “Millenials”. 

 

Para muitos, o que passa despercebido é que o debate não é apenas monetário: readequar os hábitos de produção em prol da redução dos efeitos negativos ao meio-ambiente é um ganho significativo de qualidade de vida (algo que todos nós, consumidores e agentes econômicos, nos beneficiamos). Em outras palavras, a sociedade percebeu (e está solidificando e ampliando) que não é possível viver eternamente no planeta sem cuidar melhor dele.

 

Mas a discussão econômica também é séria: engajados e conectados, os consumidores mais jovens do Brasil que fazem parte dessa enorme musculatura procuram ativamente por empresas que tenham práticas positivas. Com efeito, o termo “ESG” (Environmental, Social and Governance: refere-se às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização) não é apenas queridinho dos consumidores, mas dos investidores também. 

 

A democratização da informação é um dos fatores responsáveis por essa transformação nos hábitos de consumo. Hoje, é muito mais simples consultar informações sobre transparência, por exemplo. É também devido a ela e ao crescimento da conscientização que os jovens compreendem com facilidade as ações causadas por uma organização ao seu meio: desde a influência desenvolvimento político-econômico da cidade, passando por transparência e responsabilidade interna. Todas essas questões são critérios avaliativos para esse novo “contrato” empresa-consumidor. 

Sustentabilidade como objetivo

Portanto, não se trata mais de “somente” uma vantagem competitiva: estar de acordo com o que rege os tratados internacionais é, praticamente, uma obrigação em todos os sentidos. Os 17 Objetivos Para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, por exemplo, fazem parte do ideal que permeia o imaginário dos consumidores de maneira consolidada. 

 

Empresas que não focarem em ações rumo à responsabilidade social devem passar por problemas. Inclusive, práticas abusivas ou fraudulentas poderão levar a consequências bastante pesadas no mercado financeiro. Enquanto era relativamente normal as empresas terem “compromissos de fachada” nos anos 90, hoje em dia as averiguações – e punições, diretas e indiretas – são muito mais severas. 

 

Além disso, ser sustentável significa diretamente ser mais eficiente: ações sustentáveis auxiliam na redução de custos ao utilizar recursos renováveis, cortam práticas desnecessárias e resultam em colaboradores mais capacitados.

O que define uma empresa como sustentável?

A sustentabilidade é modernamente definida como o conjunto de ações (ESG) mencionado, que engloba temas como tratamento humanizado – que busca melhorar a qualidade de vida dos que estão relacionados à companhia; a redução de práticas que afetam negativamente o meio-ambiente, e o desenvolvimento econômico adjunto a ações afirmativas em prol do natureza. 

 

Em outras palavras: uma empresa sustentável não é aquela que planta uma árvore mas permite práticas abusivas em seu cotidiano, por exemplo. Também não adianta ter uma política empresarial interna funcional, mas utilizar em excesso combustíveis fósseis e emitir muitos gases de efeito-estufa. É a coesão e a união desses fatores que classifica uma empresa como sócio-economicamente e ambientalmente responsável: esses são os pilares do desenvolvimento com sustentabilidade. 

Quais os passos para se adequar ao novo perfil de consumo?

É importante que o quadro societário da empresa se empenhe em práticas que legitimem a responsabilidade sustentável. A adequação a selos que comprovem a redução da emissão de CO₂,inserção de práticas dos protocolos internacionais e políticas afirmativas são exemplos dessas legitimações. Há uma série de atitudes, a maioria simples, que o gestor pode tomar nesse sentido. Algumas delas são: 

 

  • Disseminar a prática do reuso, tanto em sua empresa quanto para seus colaboradores;
  • Incentivar o consumo de produtos e serviços relacionados à economia circular;
  • Utilizar energias renováveis (eólica, solar, biomassa);
  • Promover o consumo consciente de água e energia: trocar lâmpadas por LED, garantir que as máquinas estejam em perfeito estado de funcionamento, utilizar métodos de automação industrial para evitar sobrecargas;
  • Adequar o descarte de resíduos para ser feito de maneira correta, eficiente e limpa (inclusive implementando a coleta seletiva);
  • Evitar produtos poluentes em todos os setores, como limpeza;
  • Conhecer sua pegada ecológica e sua pegada de carbono, e buscar os métodos de redução dos índices;
  • Buscar práticas positivas, como reflorestamento;
  • Impedir completamente maus-tratos a animais;
  • Conscientizar a cadeia de produção sobre práticas inaceitáveis no ambiente de trabalho;
  • Oferecer métodos de higiene e cuidado pessoal a todos que se relacionam com a empresa;
  • Crescer economicamente com responsabilidade, auxiliando projetos sustentáveis;
  • Diminuir drasticamente o consumo de materiais não-recicláveis;
  • Instaurar práticas de incentivo às atividades físicas;
  • Respeite as leis e aja com transparência.

 

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